A Comissão Externa criada para investigar as circunstâncias da morte do ex-Presidente Juscelino Kubitschek antecipou a viagem ao Chile para o próximo domingo. O objetivo é obter mais informações sobre a operação Condor. Apoiada pelas ditaduras militares do continente, a operação foi responsável por perseguições e atentados contra opositores aos governos militares latino-americanos, na década de 70.
O presidente da Comissão, deputado Paulo Octávio (PFL-DF), informou que o principal enfoque no contato com as autoridades chilenas será elucidar se de fato a Operação planejou executar Juscelino Kubitscheck.
Já estão agendados encontros com o Chefe da Comissão de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Salinas; com a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Congresso Chileno, deputada Isabel Allende; e com Fabíola Lettelier, viúva do ex-embaixador chileno Orlando Lettelier, que morreu vítima de um atentado em Washington, a mando do General Manoel Contreras, chefe da Polícia Secreta chilena.
Os parlamentares também esperam entrevistar Contreras, que está preso no Chile, mas ainda não obtiveram confirmação da visita. A expectativa de Paulo Octávio é de que o general concorde com o encontro, tendo em vista que ele já foi entrevistado por jornalista americano.
Segundo carta enviada por Contreras, suposto cabeça da operação Condor, ao então chefe do Serviço Nacional de Informações, general João Figueiredo, em 1975, o embaixador Lettelier e o ex-presidente JK representariam "ameaças" aos governos da época. (RCA)
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