O Núcleo Parlamentar de Estudos Contábeis e Tributários da Câmara e a Federação Nacional de Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon)promoveram ontem o seminário "A Empresa de Serviços e o Simples", no qual empresários e presidentes de entidades representativas de todo o País discutiram com os parlamentares a necessidade de incluir as empresas de serviços no Simples.
O presidente da Comissão de Reforma Tributária, deputado Germano Rigotto (PMDB-RS), defende a mudança, e fez um apelo para que empresários e lideranças políticas façam uma ampla mobilização a partir de janeiro para terem direito ao Simples. Segundo o presidente da Fenacon, Eliel Soares de Paula, o Seminário é o ponto de partida para sensibilizar os políticos.
Os participantes do Seminário admitem que a maior dificuldade para incluir o setor de serviços ao Simples é convencer a Previdência e a Receita Federal de que a medida vai evitar a sonegação e manter a arrecadação.
Desde sua implantação, em 1996, mais de três milhões de empresas já aderiram ao Simples. O País tem hoje cerca de 40 milhões de trabalhadores sem carteira assinada. Para os empresários que defendem a inclusão do setor de serviços aos Simples, não haverá perda de arrecadação, por trazer mais empresas para a legalidade.
Por Sylvia Fonseca/PR
Agência Câmara
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