Passados 24 anos da morte do ex-presidente João Goulart - Jango, a família ainda convive com as sombras do passado. E são essas dúvidas e inquietações que uma comissão externa procura esclarecer. Há oito meses, os deputados realizam audiências públicas com peritos e médicos para tentar esclarecer se o ex-presidente realmente sofreu um ataque cardíaco ou foi assassinado. De acordo com o deputado Luís Carlos Heinze, do PPB gaúcho, as investigações são o resgate da verdadeira história do País.
"É importante para as futuras gerações que a gente consiga esclarecer esse episódio, pois até hoje só existem conjecturas a esse respeito".
Enquanto os deputados procuram respostas, a família de Jango aposta nos trabalhos da Comissão. De acordo com o filho do ex-presidente, João Vicente Goulart, a família precisa mudar o atestado de óbito de Jango, que ainda atesta causa desconhecida.
"Nós aplaudimos a iniciativa da Comissão, que resgata o respeito à memória de Jango, estabelecendo, definitivamente, se ele morreu de causas não-naturais".
Enquanto ainda perduram dúvidas sobre a morte de João Goulart, os deputados da Comissão que investiga a morte do ex-presidente Juscelino Kubitscheck estão perto de uma conclusão. Segundo o deputado Pedro Celso (PT-DF), eles já estão quase convencidos de que a morte de JK foi mesmo uma fatalidade.
"As evidências indicam que, de fato, foi um acidente o que aconteceu com o ex-presidente. Das muitas visitas que fizemos, das testemunhas com as quais conversamos, os técnicos que vieram conversar conosco, com as mais diferentes versões, o entendimento que tenho, e da maioria da Comissão é de que, de fato, houve um acidente. Por outro lado, eu não tenho dúvidas de que a Operação Condor mataria JK se ele não tivesse morrido no acidente", avaliou Pedro Celso.
A Comissão de JK está próxima de concluir seus trabalhos. Já a de Jango deve prosseguir com os trabalhos até junho do ano que vem.
Por Mércia Maciel/CQ
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