Os acidentes ferroviários ocorridos nos estados do Paraná e Minas Gerais com derramamentos de óleo foram discutidos nesta semana, na Comissão de Defesa do Consumidor. A audiência pública reuniu representantes das ferrovias, do ministério dos Transportes, do Ibama e de entidades ligadas ao meio-ambiente. Mesmo com as explicações, os deputados acham que falta nas empresas uma política ambiental.
Para a Associação Nacional dos Transportadores ferroviários, os acidentes ocorridos no Paraná e em Minas Gerais são casos isolados. Segundo Bernardo Figueiredo, diretor da associação, desde a privatização das ferrovias, a partir de 1997, os acidentes vêm diminuindo, em uma redução de mil acidentes por ano. As informações foram confirmadas pelo Ministério dos Transportes, que elogiou o cumprimento de todas as metas pelas concessionárias. Bernardo Figueiredo garante que a segurança é prioridade de investimento.
Mas as explicações não convenceram. O procurador de Justiça do Meio Ambiente do Paraná, Saint Clair Santos, acredita que há negligência das empresas.
Para o deputado Luciano Pizzatto (PFL-PR), ficou claro que as empresas só estão preocupadas com a parte econômica, e não estão priorizando a questão do meio-ambiente. Ele defende mudanças nos contratos do Ministério dos Transportes com essas empresas, como a inclusão de índices de eficiência em relação à questão ambiental.
Por Karla Wathier/PR
Agência Câmara
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