Depois de passar por Teresina, Belo Horizonte e São Paulo, integrantes da Caravana de Direitos Humanos está desde ontem no Rio de Janeiro para ouvir representantes do Sistema de Segurança Pública do estado e de policiais civis, militares e federais. O objetivo é fazer um levantamento sobre os direitos humanos dos policiais brasileiros, que têm sido alvo da violência no País.
Segundo o deputado Wellington Dias (PT-PI), o que mais chamou a atenção dos parlamentares no primeiro dia de trabalho no Rio foram os dados da própria polícia militar carioca. Eles mostram que, do início do ano para cá, já morreram 128 policiais, sendo que 111 foram assassinados durante a folga. Para o parlamentar, isso caracteriza que eles foram mortos pelo simples fato de serem policiais.
Wellington Dias informou que essa constatação ficou patente nos depoimentos do subcomandante de Segurança Pública do Rio, coronel Lenine Freitas, e do comandante do Polícia Militar do estado, coronel Wilton Soares.
O parlamentar informou também que hoje os integrantes da Caravana vão ouvir duas vítimas de violência. Os deputados vão analisar o caso que envolve um sargento da Aeronáutica. Ele foi agredido por colegas da própria Aeronáutica ao tentar defender uma pessoa que estava sendo vítima de tortura.
A caravana ainda visitará Porto Alegre para ouvir representantes de associações policiais e autoridades da área de Segurança Pública do Rio Grande do Sul.
Por Carmem Fortes/LC
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