O empresário William Sozza, acusado de comandar quadrilhas de roubo de cargas que atuam no País, mais uma vez se recusou a responder às perguntas dos parlamentares. Ele foi submetido hoje a uma acareação com o motorista Jorge Méres, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o roubo de cargas.
Jorge Méres, encapuzado, voltou a acusar o empresário William Sozza de envolvimento com uma quadrilha organizada de roubo de cargas, na região de Campinas, em São Paulo. Ele chegou a descrever locais onde eram realizadas as reuniões da quadrilha.
William Sozza falou pouco mas admitiu conhecer Jorge Méres. Segundo ele, o motorista trabalhou em sua empresa, Dog Center, por seis meses, em 1997.
A informação foi negada por Jorge Méres, que hoje integra o programa de proteção às testemunhas. O motorista disse que conheceu o empresário em 1992 e que várias vezes transportou cargas de cigarros roubados para Sozza.
Apesar das declarações da testemunha e da insistência dos parlamentares em questionar o empresário, Willian Sozza continuou negando-se a responder. Para o deputado Robson Tuma (PFL-SP), é preciso dar credibilidade a Jorge Méres. "A maioria dos fatos que foram revelados por ele foi confirmada. Existem hoje provas documentais que confirmam o que ele denuncia".
Como o depoente negou-se a colaborar com a CPMI, Robson Tuma sugeriu que fossem encaminhadas as atas das sessões à Justiça do Maranhão, onde William Sozza é acusado de matar o delegado Stênio Mendonça, que investigava o roubo de cargas no estado. A Comissão vai pedir a extensão do prazo da prisão temporária do empresário.
Por Sâmia Mendes/LC
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