O empresário William Sozza continua depondo na CPI Mista do Roubo de Cargas, mas recusa-se a responder às perguntas dos parlamentares. Ele alega que precisa de mais tempo para analisar todos os inquéritos contra ele e se desculpou afirmando que isso não significa que queira desafiar a Comissão, mas apenas que prefere se manter calado.
O relator da Comissão, deputado Oscar Andrade (PFL-RO), citou vários nomes de pessoas e de empresas que estariam envolvidas com o roubo de cargas, perguntando se ele as conhecia. Ele manteve-se calado. O relator também perguntou se ele era ladrão de cargas e narcotraficante. Sem responder, fez sinal negativo com a cabeça.
O relator lembrou ao depoente que ele não tem a prerrogativa de ficar calado. Com isso ele estaria desrespeitando a CPMI e poderia até ser preso, como aconteceu com dois agentes em SP. Sozza alegou que está assustado com a quantidade de informações inverídicas a seu respeito e lembrou que colaborou quando foi intimado pela CPI do Narcotráfico no ano passado, apesar das mais de dez horas de depoimento. Ele argumenta que agora está passando por um momento difícil com sua família.
Perguntado porque não queria falar na CPMI se ele já depôs em São Paulo e no Maranhão, ele garantiu que poderia colaborar em outro momento, a portas fechadas, mas sem prever datas.
Os parlamentares discutem agora a possibilidade de uma acareação entre o empresário e a testemunha Jorge Meres.
Por Poliani Castello Branco/ RCA
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