Brasília - Integrantes da bancada feminina na Câmara pediram hoje (5) ao presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a criação de uma comissão externa ou a realização de uma audiência pública para acompanhar o indiciamento de 9.896 mulheres acusadas da prática de crime de aborto, em Campo Grande (MS). As mulheres tinham cadastro na Clínica de Planejamento Familiar, fechada pela polícia.
Segundo a deputada Sandra Rosado (PSB-RN), contrária ao aborto, é preciso analisar a questão para que não se punam as mulheres que estiveram na clínica para outros procedimentos que não seja a prática do aborto.
"Nós queremos ter essa noção. Queremos acompanhar a apuração, a investigação, mas que não se condene aquelas que passaram pela clínica e não praticaram o aborto", disse.
De acordo com Sandra Rosado, uma das preocupações da bancada feminina é que muitas mulheres podem ir a uma clínica de maternidade para procedimentos como curetagem e numa investigação essas mulheres passarem a figurar como suspeitas de que fizeram aborto.
De acordo com a deputada, Chinaglia se comprometeu a analisar com a assessoria qual o procedimento a ser adotado e prometeu dar uma resposta até o final da semana.
Estiveram também na audiência as deputadas Jusmari Oliveira(PR-BA) e Maria Helena Rodrigues (PSB-RR).
Por: Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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