Brasília - Cerca de 50 pessoas se reuniram hoje (4), em frente à Catedral de Brasília, para pedir a descriminalização da maconha, apesar da proibição judicial da realização da Marcha da Maconha. Para cumprir a liminar da Justiça, a Polícia Militar do Distrito Federal mobilizou 100 homens, incluindo uma equipe da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).
Os manifestantes chegaram a abrir faixas pedindo a descriminalização da droga. Impedidos de caminhar pela Esplanada dos Ministérios, eles formaram uma roda, leram incisos do Artigo 5º da Constituição Federal, que trata da liberdade de manifestação, e cantaram o Hino Nacional. Depois, os manifestaram se deitaram no gramado ao lado da Catedral, formando uma folha de Cannabis sativa.
O major da PM, Roger Chaves, afirmou que, sem a caracterização de uma marcha, não havia nada que a polícia pudesse fazer. “Estamos só fazendo o nosso patrulhamento normal”, disse. “Só vi pessoas expondo suas idéias”, explicou.
Segundo Isabella Goes, que participou da organização do movimento no Distrito Federal, “o movimento não morre, daqui para frente é só crescer”. Ela disse que, durante o ano, serão realizadas palestras e outras atividades para aperfeiçoar o manifesto do próximo ano. De acordo com a organizadora do evento na capital, caso a Justiça proíba a realização da manifestação novamente, “a gente vai estar aqui de novo, é o direito da gente falar”.
"Eu ainda vou ver, na minha geração, a maconha ser legalizada”, apostou . De acordo com Isabella, a organização da marcha não é centralizada, e inclui comunidades em sites de relacionamento e o Coletivo Marcha da Maconha no Brasil, cujos organizadores ela não identificou. “A organização do movimento está por conta de todo mundo que está aqui”, explicou.
Por: Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil
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