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Entidade quer mobilização para aplicação de lei que amplia prevenção do câncer de mama

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 14 de maio de 2008
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Brasília - Menos de 15 dias depois de sancionada, a lei que garante a realização anual do exame preventivo de câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres com mais de 40 anos de idade, foi tema de uma audiência pública, hoje (14) na Câmara dos Deputados.

A discussão sobre a implementação da lei, sancionada no dia 30 de abril pelo presidente da República, foi proposta pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).

A presidente da entidade, Maira Caleffi, destacou a necessidade de mobilização do Executivo e Legislativo e da sociedade civil para garantir o cumprimento da lei que entra em vigor em maio do ano que vem.

"Nesse momento não adianta só ter a lei. Nós precisamos nos mobilizar como sociedade para garantir um orçamento já pactuado com os novos prefeitos eleitos em 2008 para atender essa demanda", afirmou.

Em sua apresentação, ela apontou a importância do diagnóstico precoce da doença que causa a morte de 10 mil mulheres por ano no país. Segundo ela, a cada ano surgem 50 mil novos casos de câncer de mama no Brasil e 95% deles poderiam ser curados se detectados precocemente por meio da mamografia. No entanto 60% das mulheres descobrem a doença depois que os nódulos já estão com dois a três centímetros de tamanho, quando as chances de cura caem para 20% a 30%.

Para Maira, a dificuldade de evitar os casos de câncer de mama no país está ligada a falhas no atendimento público de saúde à mulher desde a rede básica.

"De cada dez nódulos que a mulher acha, um é câncer, mas todos entram numa fila enorme para conseguir diferenciar os que são dos que não são. Esse tempo tem que ser abreviado para fazer um diagnóstico mais precoce, diminuir o número de mutilações e aumentar o número de pessoas que vão sobreviver depois dele."

Por: Adriana Brendler

Repórter da Agência Brasil

 

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