Brasília - O governador do Maranhão, Jackson Lago, se disse surpreso e indignado com a denúncia apresentada ontem pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acusa Lago e outras 60 pessoas de participação no esquema de desvio de verbas públicas investigado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.
De acordo com o governador, seu nome "apenas fora mencionado indiretamente em ligações telefônicas de terceiros", o que não justificaria a sua inclusão na lista dos denunciados, onde também estão os nomes do governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, do dono da construtora Gautama, Zuleido Veras, e do ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
"Sou de um estado onde a política se promiscuiu com os interesses privados. Sou de um estado onde políticos erguem impérios empresariais à custa da crescente miséria de nosso povo. Construi minha vida pública em flagrante repúdio a essas práticas", afirmou Lago em nota à imprensa.
Segundo o governador maranhense, as acusações feitas na época da operação da PF foram "amplamente esclarecidas à Justiça e à opinião pública" e os pagamentos feitos pelo governo do estado em sua gestão eram referentes a obras contratadas pelo governo anterior. "É dever de qualquer governo honrar os compromissos legalmente assumidos por governos passados", completou.
Procurado pela reportagem, o governador alagoano afirmou, por meio de sua assessoria, que ainda não foi notificado oficialmente da denúncia e que só irá se pronunciar depois de tomar conhecimento do conteúdo do documento apresentado pelo Ministério Público Federal.
Por: Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil
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