Brasília - A edição de medidas provisórias para implementar a política industrial foi elogiada pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). "Essas são medidas provisórias do bem. Essas propostas precisam ser editadas por MPs, porque a instantaneidade deve levar a isso. Se essas medidas não forem adotadas através de Mps, elas provocarão uma reação no mercado negativa", defendeu.
De acordo com o senador, esse é um caso de medida provisória que se justifica porque o governo tem que ter um comportamento em relação a um tipo de MP e a outro não. "Esse caso da política industrial é típico de projetos que devem ser enviados por medidas provisórias para que as pessoas não reajam negativamente, as medidas não ganhem anticorpos", afirmou.
Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a edição de medidas provisórias deve ser feita para matérias relevantes como é o caso da política industrial.
"O que for relevante para termos a melhoria da condição econômica do país deve se usar medida provisória", disse.
Segundo ele, o instrumento da MP não deve ser banalizado, "deve ser usado com parcimônia".
Romero Jucá disse ainda que o instrumento da medida provisória não foi banido, e que é um instrumento importante de gestão política, de gestão pública, que deve ser utilizado quando necessário.
Para o líder, no caso da política industrial, a edição de MP é um motivo importante.
"Se você tem condição de fortalecer a indústria, fazer uma política industrial, aumentar o nível de empregos, facilitar para os empresários atuarem melhor é uma justificativa bastante importante", afirmou.
Por: Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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