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Empresários e sindicalistas criticam aumento da Selic

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 4 de junho de 2008
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São Paulo - Associações de empresários e centrais sindicais divulgaram notas criticando a decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) de aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto percentual, passando de 11,75% ao ano para 12,25% ao ano.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) defendeu que o governo federal reduza os gastos públicos para conter o aumento da inflação antes de alterar o patanar da Selic. No comunicado, a entidade diz que "reduzir despesas é mais adequado que, simplesmente, penalizar a sociedade e segurar o crescimento do país".

"Aumentar juros para conter a demanda é impedir o crescimento, é apequenar os horizontes do país limitando as oportunidades de seu povo", afirma a nota assinada por Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alexandre Burti, afirmou que é "lamentável e discutível" o aumento dos juros com a justificativa de conter a inflação dos alimentos. Burti também disse que o governo deveria controlar seus gastos, e além disso, incentivar aumento da produção agrícola para evitar o aumento nos preços.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical, afirmou que a decisão é uma "insanidade". Segundo ele, a política do Copom "trava o desenvolvimento, freia o consumo, a produção e a geração de novos postos de trabalho" e pode acabar "asfixiando de forma traumática a economia".

Paulinho ainda classificou a decisão como uma punição para o setor produtivo e uma benção ao capital especulativo.

Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) informou em nota divulgada antes mesmo do anúncio do Copom que promoverá, no próximo dia 19, atos públicos contra as "altíssimas" taxas básicas de juros da economia nacional em frente à sede do Banco Central, em Brasília.

Segundo o Arthur Henrique, presidente nacional da entidade, a atual política monetária representa "um ataque vil aos esforços por desenvolvimento sustentável com distribuição de renda e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras".

Por: Vinicius Konchinski

Repórter da Agência Brasil

 

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