Brasília - O Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) condenou hoje (28) a intenção do Ministério Público do Rio Grande do Sul de criminalizar lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Esta semana, o MST denunciou que o Ministério Público gaúcho teria discutido, em reunião do seu Conselho Superior, estratégias para proibir qualquer deslocamento de trabalhadores sem-terra, intervenção em escolas de assentamento, criminalização de lideranças e de integrantes e desativação de todos os acampamentos no Rio Grande do Sul.
O coordenador geral do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Gilson Cardoso, mostrou preocupação com o debate considerando que esse tipo de atitude pode se estender a outros movimentos. "Já não é mais a criminalização de uma pessoa, de uma liderança, de uma ação. No meu entendimento, isso é muito grave", afirmou Cardoso.
Por: Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
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