Brasília - O sargento do Exército Laci Marinho de Araújo negou hoje (27), durante depoimento no Superior Tribunal Militar (STM) que tenha desertado. "Eu não tinha condição nenhuma [de ir trabalhar], estava de cama", respondeu ao ser questionado pela juíza Zilah Maria Petersen sobre as razões de não ter se apresentado no quartel no dia 3 de abril - o que configurou o crime de deserção.
Laci alega que sofre de transtornos neurológicos e que, desde 2006, tem tido fortes crises e está licenciado. "Nesse período, quase todo o tempo, eu fiquei acamado".
Ele disse ter apresentado um atestado médico de um neurologista. No entanto, esse documento não foi homologado pela Junta Médica do Exército, razão pela qual ele foi considerado apto ao trabalho.
A prisão do sargento ocorreu no dia 4 de junho. Dias antes, ele assumiu, em entrevista à imprensa, manter um relacionamento homossexual com um colega de trabalho, o também sargento Fernando Alcântara.
Por: Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil
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