Brasília - O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse hoje (23) que não há elementos contra os deputados João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG) para que a Corregedoria da Câmara inicie investigações contra eles. Chinaglia informou que houve um mandato de busca e apreensão nos gabinetes desses deputados, mas é um processo que corre em segredo de justiça.
"Eu fiz consulta à Assessoria da Casa e até o presente momento não há elementos para acionar a Corregedoria. Então, vamos acompanhar para ver se surgem alguns elementos que justifiquem regimentalmente nós acionarmos a Corregedoria", disse Chinaglia. O presidente da Câmara informou que, antes da Polícia Federal entrar na Câmara, ele foi informado pelo procurador-geral da República e aí acionou a Polícia Legislativa para acompanhar o caso.
Na sexta-feira (20), a Polícia Federal esteve nos gabinetes dos dois deputados cumprindo mandados de busca e apreensão, como parte da Operação João de Barro, que investiga desvios de recursos públicos.
Em relação às denúncias publicadas na revista Veja contra o presidente do Conselho de Ética, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), Chinaglia disse que todos os deputados, em qualquer função, têm que cumprir bem com aquilo que é seu papel. "Então os membros do Conselho de Ética, todos, sem exceção, têm que seguir as regras para exercer a função no conselho. Enquanto ele cumprir com o regimento na função que ele tem cumprir não me cabe nenhum comentário", disse Chinaglia.
Por: Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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