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País saiu da inércia no que se refere à qualidade da educação, afirma secretária

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 20 de junho de 2008
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Brasília - Para a secretária de educação básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Silva, os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2007, que serão divulgados amanhã (21), indicam que o país "saiu da inércia" no que se refere à qualidade da educação. Segundo a secretária, dos 1.242 municípios prioritários - que tiveram pior resultado em 2005 e receberam apoio técnico e financeiro do MEC -, 1.100 atingiram a meta prevista para 2007.

"Do total de municípios, 830 já atingiram a nota 5 e 62, a nota 6. O que a gente sente é que há um movimento forte e profundo de professores, diretores de escolas, secretários municipais e estaduais de educação e do ministério para entender como se garante uma escola de qualidade para todos", destaca.

A maior reivindicação dos municípios para atingir as metas estipuladas pelo MEC é que haja um aumento do repasse de recursos pela União. Pilar defende que a área precisa de mais investimentos, mas não só por parte do governo federal.

"Sem dúvida nós temos que aumentar os recursos para educação no Brasil, tem que ter mais recursos porque nós temos uma dívida social muito grande. Ela se resolverá com muito trabalho, com projetos pedagógicos adequados, mas também com mais recurso", afirma.

Segundo Pilar, as 10 mil escolas que apresentaram os piores resultados no Ideb de 2005 passaram a participar do PDE-Escola, programa em que os recursos são repassados direto para a unidade. Cada uma delas receberá de R$ 10 a R$ 70 mil, totalizando uma verba de R$ 300 milhões. "E só na construção de creches o MEC investe esse ano R$ 1 bilhão. Há um grande movimento, mas também há um grande investimento", compara.

A secretária estima que a meta para 2022, que o Brasil atinja a nota 6 no Ideb, será cumprida "sem dúvida". "Se a gente puder chegar antes, melhor ainda", afirma. Ela defende que o resultado dependerá da união de esforços entre estados, municípios e governo federal. 

Por: Amanda Cieglinski

Repórter da Agência Brasil

 

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