Brasília - O deputado Paulo Maluf (PP-SP), que antes de ganhar o foro privilegiado por ter sido eleito para Câmara dos Deputados em 2006 enfrentava processos criminais, entre eles um na 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, concordou com a aprovação na comissão especial da Câmara dos Deputados do fim do foro privilegiado.
"Eu assino essa PEC. Sou partidário dela", declarou Maluf hoje (11), logo após a aprovação do substitutivo do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP).
Maluf declarou não precisar de foro privilegiado. "Não me elegi em busca de foro privilegiado", enfatizou o deputado que defende o foro privilegiado para o presidente e o vice-presidente da República.
"Se querem colocar o nosso presidente no banco dos réus, isso não, sou contra. O presidente e seu vice, se processados por alguma irregularidade, devem responder ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde não existe influência política", defendeu o deputado.
O deputado Dagoberto (PDT-MS), presidente da comissão especial, destacou que a medida irá melhorar a qualidade do Congresso Nacional.
"Não dá para admitir nos dias de hoje esse privilégio. Tenho certeza que, com essa proposta, as impunidades vão acabar e, mais importante, o fim do foro privilegiado vai ajudar muito a melhorar a qualidade do Congresso Nacional. Muita gente vem pra cá para se esconder atrás desse privilégio. Só que agora, nós, parlamentares, e todas as outras autoridades, serão iguais a qualquer outro brasileiro", disse o deputado.
Dagoberto espera que a proposta seja votada no plenário da Câmara ainda neste semestre. "Pelo andamento célere que tivemos na comissão especial, e pela disposição dos líderes, isso será votado rápido", prevê.
Por: Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil
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