Brasília - O presidente recomendou hoje (11) ao empossar o novo ministro da Previdência, José Pimentel, que retome as atividades do grupo de trabalho criado para discutir melhorias na Previdência, e em seguida resolva o déficit na área. Lula, no entanto, admitiu a dificuldade em se fazer uma reforma.
"Estou convencido que é difícil qualquer reforma da Previdência passar no Brasil ou em qualquer país do mundo. Temos que pensar em uma reforma para daqui a 30 anos a gente garantir um novo patamar de benefícios para os trabalhadores que vão se aposentar ou requerer o beneficio", disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a cerimônia de posse do deputado José Pimentel no Ministério da Previdência anunciando, bem-humorado, que seria um evento rápido, a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, pois haveria hoje (11) uma votação importante na Câmara.
"Os deputados estão muito preocupados em votar", disse Lula, fazendo referência à sessão que se iniciaria mais tarde para votar a proposta que regulamenta a Emenda 29, com a criação da Contribuição Social da Saúde (CSS). O presidente disse que agora ele é o chefe do novo ministro. "Quer queira, quer não, agora sou seu chefe, coisa que eu não era quando você era deputado, porque a autonomia do Legislativo não permite que o Executivo seja chefe de ninguém".
A posse de José Pimentel foi prestigiada por parlamentares, governadores e os presidentes do Senado, Garibaldi Alves Filho, e da Câmara, Arlindo Chinaglia. E para um salão cheio, Lula disse que se tivesse tanto prestígio quanto José Pimentel, se candidataria a algum cargo no Ceará. O novo ministro é deputado federal eleito pelo Ceará.
O presidente elogiou o trabalho do ex-ministro Luiz Marinho, tanto no Ministério do Trabalho quanto no período em que esteve à frente do Ministério da Previdência, que conseguiu reduzir as filas nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ele lembrou a antiga relação de amizade entre ele e o ex-ministro, e afirmou ter dito várias vezes a Marinho que não deveria deixar o ministério para se candidatar à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP). Mas, segundo Lula, a vontade de se candidatar é como um "comichão".
"Esse negócio de ser candidato tem um bichinho, um comichão que fica coçando nas pessoas e elas querem ser, então, nem o presidente da República tem o poder de evitar que as pessoas queiram ser candidatas a alguma coisa", afirmou.
José Pimentel é filiado ao PT desde 1979. Na Câmara, foi relator da reforma da Previdência em 2003 e relatou a Lei Orçamentária deste ano.
Por: Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
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