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Presidente responsabiliza alta do petróleo pela crise dos alimentos no mundo

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 1 de junho de 2008
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Roma - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, para discutir o preço do barril de petróleo, que disparou nos últimos anos.

A dois dias da Conferência da FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, Lula responsabilizou a alta do petróleo pela crise dos alimentos no mundo e disse que algo precisa ser feito. "A situação está insuportável, os países estão gastando grande parte do seu orçamento com importação de petróleo", disse, em entrevista coletiva na

Embaixada brasileira em Roma.

"Queremos é que o conjunto dos países e empresas de petróleo comece a fazer uma reflexão sobre o petróleo e trazer países produtores e consumidores para que se encontre um denominador comum, qual o preço compatível para os países pobres que estão cada vez mais em dificuldade", completou.

Lula discursa na Conferência da FAO na terça-feira (3), quando fará uma defesa em favor do etanol e dos biocombustíveis. "Cabe ao Brasil, que é um centro de excelência na produção de etanol, provar que é plenamente possível compatibilizar produção de etanol com produção de alimento, que é possível provar que a produção de etanol não é incompatível com a manutenção da nossa floresta, e cabe ao Brasil provar que nenhum país do mundo vai passar necessidade por causa da produção de biocombustível. Esse é um debate que está na mesa", disse.

O presidente afirmou ainda que será criada uma subsidiária da Petrobras para cuidar especificamente de biocombustíveis. "Precisamos dar garantia ao nosso sócio. Se amanhã alguém quiser adotar o álcool e quiser fazer parceria com o Brasil, temos de garantir que não vai faltar etanol. O Brasil passa a ser mais responsável".

Quanto às críticas de que o trabalho nas plantações de cana-de-açúcar seria feito em condições degradantes, Lula disse estar pronto para a discussão: "Todo mundo sabe que o trabalho na cana é duro. Agora, não é mais duro que o trabalho em uma mina de carvão, que foi a base do desenvolvimento na Europa", disse.

Segundo Lula, o Brasil fará um trabalho em parceria com a Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar) para retirar os cortadores de cana das plantações. "O problema não é acabar, é saber onde colocar mais de um milhão de trabalhadores. Estamos trabalhando na perspectiva de fazer um contrato nacional para melhorar as condições de trabalho na cana-de-açúcar".

 

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