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Estudo constata que acesso a pré-natal cresceu em áreas rurais e urbanas

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 3 de julho de 2008
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Brasília - O percentual de mulheres que não se submetem a exames pré-natal caiu na zona rural de 31,9% em 1996 para 3,6% em 2006 e, na zona urbana, de 8,6% para 0,8% no mesmo período. Esse foi um dos avanços constatados pela Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde 2006 (PNDS-2006), financiada pelo Ministério da Saúde, divulgada hoje (3). O índice nacional ficou em 1,3% de mulheres grávidas que não realizaram nenhuma consulta.

No entanto, apenas 77% das gestantes realizaram pelo menos seis consultas pré-natais, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde. A região com resultado mais insatisfatório foi o Norte, com 61% dos casos. A região também registrou o maior índice de grávidas que não foi submetida a nenhuma consulta: 3,9%.

"Temos que dar continuidade às estratégias [de estímulo ao pré-natal] para que esse aumento se dê de forma eqüitativa também nas regiões Norte e Nordeste. Essa é inclusive, umas das metas do [programa] Mais Saúde", apontou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Outros fatores que diferenciaram o acesso ao pré-natal foram a escolaridade e o fato de o acompanhamento ter sido feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por clínicas particulares.

Em relação ao primeiro fator, a pesquisa constatou que o acesso aumenta junto com a quantidade de anos de estudo, passando de uma assistência total para mulheres que estudaram por 12 anos ou mais para um percentual de 6,9% de gestações sem nenhuma consulta pré-natal entre mulheres sem instrução formal alguma.

Outro dado destacado na pesquisa em relação ao pré-natal é o aumento no percentual de mulheres que realizaram a primeira consulta antes de completar três meses de gestação. Se em 1996 esse percentual era de 66%, em 2006 o número chegou a 82,5%.

O tempo médio de gestação na primeira consulta no Brasil é de 2,3 meses. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, esse período é de dois meses. Já no Nordeste e no Norte a primeira consulta é mais tardia: 2,6 e 2,7 meses respectivamente.

Por: Ana Luiza Zenker*

Repórter da Agência Brasil

 

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