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Empresário reconhece influência de advogado para "abrir portas" na venda da Varig

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 3 de julho de 2008
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Brasília - O empresário Marco Antônio Audi admitiu hoje (3), em depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que o advogado Roberto Teixeira usava a proximidade que tem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para "abrir portas" em casos e negócios próprios. Lula é padrinho da filha de Teixeira, Valeska Teixeira. Ela, segundo Audi, chama publicamente o presidente de "dindo".

"Ele realmente usa um tom ameaçador. A Valeska usa também. Ela pega o telefone e diz que vai passar o fim-de-semana na casa do dindo, o presidente Lula", disse. "Eles usam o nome do presidente, eles têm o mesmo grau de intimidação, usam muito mais o segundo e terceiro escalão para abrir portas, não dá para negar isso", completou.

Audi afirmou que o Teixeira e Valeska sempre "usam o nome do presidente". "Ele sempre falou que era amigo do presidente Lula", afirmou.

A declaração é uma contradição ao depoimento de Audi, que, inicialmente havia dito desconhecer que Teixeira é compadre de Lula, ao contratá-lo para atuar nas negociações da venda da Varig. "Acho que a proximidade dele com o poder pode tê-lo ajudado a conseguir seus objetivos", ressaltou. Ele nega que tenha se valido da proximidade de Teixeira com o Palácio do Planalto agilizar a venda da Varig, comprada pela empresa da qual era sócio, a VoLo do Brasil.

Marco Antônio ainda se colocou à disposição para uma acareação com Roberto Teixeira a fim de comprovar a veracidade das informações. Teixeira, em carta enviada à Comissão, classificou Marco Antônio de criminoso e negou que tenha se beneficiado com o caso.

A Comissão de Infra-Estrutura aprovou requerimento convocando Valeska Teixeira e o marido dela, Cristiano, para depor.

Por: Priscilla Mazenotti

Repórter da Agência Brasil

 

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