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Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul registram maior número de casos de rubéola até setembro

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 9 de novembro de 2007
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Brasília - O Brasil registrou, desde o início do ano até setembro, cerca de 2,5 mil casos de rubéola. Segundo o Ministério da Saúde, o último estado confirmado pelo surto da doença foi Pernambuco.

No período, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul registraram o maior número de casos, com um total de 1.386 e 356, respectivamente.

Em todo os estados, a maior incidência foi entre os homens não-vacinados, com idade entre 20 e 29 anos.

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Cláudia Valente, diz que isso se deve ao fato de, normalmente, as campanhas serem mais direcionadas a mulheres e crianças.

“Desde o ano 2000 o Ministério vacina todas as crianças acima de uma ano de idade contra sarampo, rubéola e caxumba. É uma vacina de rotina. Durante um período foram feitas campanhas para erradicar a rubéola congênita nas mulheres em idade fértil. Então, a população dos homens jovens estava sem proteção”.

Segundo o coordenador geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, Ricardo Marins o surto da rubéola teve início no meio do ano passado no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. No Rio a doença ainda não foi controlada.

“Conseguimos controlar o surto em Minas Gerais. No Rio de Janeiro foi mais difícil conter, e acabou passando para as cidades de interior. Fizemos uma campanha no estado para diminuir o número de pessoas ainda não imunizadas, mas o vírus já tinha uma grande circulação”.

Marins acrescentou que o surto da doença é de difícil controle. “Porque a rubéola tem uma característica, segundo a qual, até 50% das pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas transmitem a doença”.

Em adultos, a rubéola não apresenta complicações, embora haja riscos ao feto no caso de mulheres grávidas.

 

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