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Diretor da Transparência Brasil considera "irracional" vincular cassação de Renan a CPMF

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 22 de novembro de 2007
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Brasília - O diretor-executivo da organização não-governamental Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, pediu hoje (22) aos senadores que desvinculem a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a votação da cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional, Abramo afirmou que qualquer tentativa de os parlamentares ligarem as duas questões é “irracional”. “Ligar essas duas coisas é inadequado sob o ponto de vista racional. São assuntos completamente separados”, avaliou.

Em relação a Renan, o diretor da Transparência Brasil que o caso deve ter prioridade sobre a CPMF. Para ele, o apressamento da votação do processo contra o Senador é uma ótima iniciativa para que o Poder Legislativo reconquiste a confiança da população.

“A CPMF diz respeito à vida prática, é um tributo. A situação do senador Renan Calheiros é muito mais grave. É um senador que está sendo acusado de sérias irregularidades”, disse Abramo.

Na última terça-feira (20), a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado da terceira representação contra Renan, que trata do uso de “laranjas” para a compra de meios de comunicação em Alagoas, foi adiada. O relator do processo, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), anunciou que só apresentará o parecer na CCJ na próxima semana.

Na ocasião, o tucano negou que o adiamento tenha sido uma manobra para atrasar a votação da CPMF. Com o atraso na CCJ, a votação em plenário, originalmente prevista para amanhã (23), foi remarcada para 4 de dezembro.

 

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