Brasília - Após reunião com líderes sindicalistas hoje (21), em Brasília, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, voltou a criticar a emenda, que desobriga a contribuição obrigatória para centrais sindicais, ao Projeto de Lei do Executivo que regulamenta essas organizações. O ministro reforçou a necessidade da manutenção de sindicatos atuantes para a defesa dos direitos dos trabalhadores.
“É importante para o Brasil como para qualquer outra democracia do mundo a existência de sindicatos fortes. Essas instituições representam a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e por melhores salários”, avaliou.
Sobre o possível fim da contribuição obrigatória, o ministro foi categórico: “onde não há sindicatos, não há democracia. O nosso papel é fortalecer os sindicatos e encontrar formas mais razoáveis de custeio. Sem recursos o que eles vão fazer? Acabar com o financiamento é acabar com o sindicalismo”, afirmou.
Essa foi a segunda reunião organizada pelo Ministério do Trabalho para discutir alternativas de financiamento para centrais sindicais. Segundo Lupi, a intenção é ouvir as reivindicações e propostas dos representantes das centrais e, no início do ano que vem, apresentar as primeiras ações objetivas.
“Estamos recebendo as propostas das centrais sindicais e vamos começar a discuti-las. Espero que, em no máximo 90 dias, tenhamos um consenso sobre o futuro dessas organizações”, concluiu.
Na próxima terça-feira (27), também em Brasília, o ministro e os representantes das frentes sindicais voltam a discutir as possibilidades de viabilizar economicamente os sindicatos.
Por: Hugo Costa
Repórter da Agência Brasil
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