Brasília - O secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid, disse hoje (21) que o aumento da arrecadação não pode ser encarado como uma forma do governo dispensar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
"Não podemos fazer essa vinculação, porque o orçamento é uma peça. Os tributos da CPMF estão direcionados, não estão sendo desperdiçados. Estão indo para a saúde", afirmou.
Ontem (20), a Receita Federal do Brasil anunciou que a arrecadação de tributos e contribuições no mês de outubro ficou em R$ 54,779 bilhões, totalizando no ano R$ 484,747 bilhões. O valor representa um crescimento de 12% na arrecadação do mês em relação a outubro de 2006 e de 11,44% no acumulado de janeiro a outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Rachid informou que 56% dos recursos da CPMF oriundos de movimentação financeira das pessoas físicas são arrecadados sobre as operações de apenas 6% desse universo de contribuintes.
"O que diz respeito às pessoas físicas, 6% contribuem com 56% da arrecadação [da CPMF]. Vamos ver quem está reclamando nessa história? Não é a grande população que está sendo prejudicada", afirmou.
Por: Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
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