Brasília - Planejamento a longo prazo e mais recursos para a ciência e a tecnologia são as prioridades do plano que será lançado amanhã (20), às 15h30, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.
O Plano Nacional de Ciência e Tecnologia prevê investimentos de R$ 41 bilhões até 2010, em quatro áreas consideradas prioritárias pelo governo federal: expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, promoção da inovação tecnológica nas empresas, pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas e ciência e tecnologia para o desenvolvimento social.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje (19), em Blumenau (SC), que o montante a ser investido no plano é de US$ 28 bilhões (o equivalente a R$ 49,26 bilhões na cotação de hoje). Entretanto, o valor de R$ 41 bilhões foi confirmado como o correto pela assessoria do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
De acordo o Ministério da Ciência e Tecnologia, os dados comparativos entre valores destinados ao órgão no passado e o que será empregado nos próximos três anos é uma de demonstração objetiva da importância desse setor para o governo. Em 2002, foram destinados apenas R$ 1,8 bilhão ao MCT.
O orçamento deste ano foi de R$ 4,1 bilhões. Em 2010, alcançará R$ 6 bilhões.
Outro fator, segundo o ministério, que confirma a disposição do governo em acelerar o desenvolvimento da ciência e tecnologia do país será o descontingenciamento gradativo dos recursos dos fundos setoriais a partir de 2008. Até 2010 não terá contingenciamento dos recursos dos fundos setoriais.
Com o objetivo de incentivar a inovação tecnológica nas cadeias produtivas, por meio de ações executadas em articulação com órgãos e instituições do governo e entidades parceiras dos setores públicos e privado, o plano irá incorporar as metas da política industrial, tecnológica e de comércio exterior do país.
Para tanto, serão criados instrumentos para a consolidação da excelência em diversas áreas do conhecimento e na intensificação da capacitação tecnológica das empresas brasileiras para geração, aquisição e transformação de saberes tecnológicos. Outro resultado previsto pelo ministério é o aumento da competitividade das empresas nacionais no mercado internacional.
Por: Débora Xavier
Repórter da Agência Brasil
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