Brasília - A possibilidade anunciada de uma paralisação de médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), em mobilização organizada pela Federação Nacional dos Médicos e pela Comissão Nacional Pró-SUS, é vista com ressalvas pelo Ministério da Saúde.
Apesar de reconhecer tratar-se de um direito constitucional, o secretário de Gestão Estratégica e Participativa da pasta, Antônio Alves, avalia que os profissionais não podem desconsiderar as especificidades do serviço que prestam.
“Saúde é um serviço essencial. Imagine o prejuízo para quem demora três ou quatro meses para marcar uma consulta. Ele pode chegar na quarta-feira em um hospital e posto de saúde e não encontrar atendimento. Esperamos que não deixem de levar em conta os grandes prejudicados”, ressaltou Alves, à Agência Brasil.
Segundo o secretário, o ministério já adotou medidas para a correção da tabela do SUS. “Não temos tem financiamento infinito para corrigir da noite para o dia uma defasagem que vem de anos. Essa compreensão é importante por parte dos profissionais de saúde.”
Por: Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Médicos devem pensar na população ao cogitar greve, defende secretário"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.