Brasília - O trabalho de combate à dengue seria mais eficaz se houvesse condições adequadas para os profissionais de saúde. A opinião é de José Eliaquim da Costa, agente de endemias do município de Maracanaú, no Ceará.
Delegado na 13º Conferência Nacional de Saúde, ele afirmou que o reajuste dos salários seria o maior estímulo para os encarregados de anular os focos da doença: “A melhoria de salários seria um incentivo a mais para o agente ser mais atuante. As demais condições de trabalho também precisam ser melhoradas. Muitas vezes, nós temos que esperar demais pelos fardamentos e pelo material necessário.”
Apesar da insatisfação, José Eliaquim da Costa disse que o agente de saúde no Ceará "sempre procura fazer o melhor possível – a precariedade não impede que tentemos e façamos o que é necessário". E acrescentou: "O trabalho tem sido satisfatório. É claro que precisa melhorar, mas a situação já foi pior.”
A proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, é um dos problemas de saúde pública no Ceará, que neste ano, até julho, teve 31.496 casos notificados, com 191 confirmações e sete mortes, de acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Na capital, Fortaleza, foram notificados 11.814 casos no período.
Para o secretário de Saúde de Belo Horizonte, Helvécio Magalhães, integrante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, a contratação de agentes por meio de concurso público poderia contribuir para melhorar as ações de combate à dengue.
Ele lembrou que já está na Câmara Municipal da capital mineira projeto que prevê a seleção pública para esses trabalhadores: “Prevemos o vínculo direto com a prefeitura por concurso público e com carteira assinada, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. Com essa medida, é possível tirar a precariedade do trabalho, proporcionar condições mais adequadas e viabilizar o combate à dengue.”
Por: Hugo Costa
Repórter da Agência Brasil
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