Teclado:

Direito 2 - Beta
Busca:   

Últimas da ABr

Entidades protestam contra produção de bombas que lançam minas terrestres

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto
Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 13 de novembro de 2007
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  
Links Patrocinados

Brasília - O Instituto Sou da Paz e a organização não-governamental Vida Brasil promoveram hoje (13), no gramado em frente ao Congresso Nacional, uma manifestação pelo fim das bombas cluster, as chamadas armas de fragmentação, que lançam granadas e submunições que se transformam em minas terrestres. O ato pretende chamar a atenção da sociedade brasileira sobre os efeitos que esse tipo de armamento vem causando em populações civis de países em guerra.

“O manifesto não é somente para sensibilizar os políticos. A população brasileira não sabe que o Brasil é um dos quatro países nas Américas, ao lado dos Estados Unidos, Argentina e Chile, que produzem a bomba cluster”, afirma Christian Wittman, integrante da organização Vida Brasil. Segundo ele, três empresas brasileiras fabricam o armamento.

Para Wittman, é uma contradição a postura do país, “que defende a paz e direitos humanos em instâncias internacionais e, no entanto, continua produzindo a bomba cluster e exportando para vários países do mundo, que a utilizam tanto em guerra, quanto contra populações civis, dizimando e mutilando milhares de seres humanos”.

Na avaliação do ativista, a ausência de informações por parte do governo sobre a produção desse material bélico seria um agravante. Segundo ele, o governo brasileiro tem se recusado a discutir o assunto em eventos organizados mundialmente. “Isso impede que tenhamos mais conhecimento a respeito do assunto e dificulta que a população possa exercer maior pressão contra essa atividade vergonhosa.”

De acordo com a assessoria do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil é altamente engajado na defesa de causas humanitárias e atribui grande importância à questão das munições de fragmentação. Prova disso, seria que o país nunca utilizou desse tipo de armamento.

Para o Itamaraty, no entanto, o fórum ideal para discutir o assunto é a Organização das Nações Unidas (ONU) e outras instituições humanitárias de Direito Internacional já existentes, como a Convenção de Genebra, que oferecem marcos regulatórios sobre o assunto.

Na avaliação do ministério, essas instituições já impõem restrições sobre o uso de material bélico que, se forem cumpridas, como a proibição de serem usadas contra civis e a obrigação de se eliminar qualquer resíduo de armamentos em áreas que foram atacadas, diminuem os efeitos nocivos desse tipo de armamento.

Em fevereiro deste ano, o governo da Noruega reuniu em Oslo representantes de 30 países para a criação de novo tratado internacional proibindo a fabricação, a estocagem, o uso e a transferência das bombas cluster. Atualmente, 83 países, incluindo diversos produtores das cluster, já integram o assim chamado processo de Oslo. O Brasil não participa oficialmente da negociação.

Em maio, o Peru sediou a segunda reunião do processo de Oslo, e a Costa Rica, em outubro, a terceira. Em janeiro, será a vez da Áustria abrigar as discussões sobre o assunto. A proposta é aprovar um tratado proibindo a arma já em 2008.

As bombas cluster podem ser disparadas por terra ou por ar e se abrem espalhando dezenas ou centenas de submunições explosivas sobre extensas áreas, por isso são chamadas também de bombas de fragmentação. A principal crítica ao armamento é que um grande número dessas submunições permanecem no solo sem explodir, transformando as áreas de combate em verdadeiros campos minados.

Ao serem tocados ou pisados detonam matando e mutilando, inadvertidamente, pessoas e animais. No Líbano, por exemplo, após a guerra de Israel contra o Hezbollah, mais de 30 civis, incluindo crianças, já morreram vitimadas por algumas submunições detonadas por descuido. Outras quatro milhões delas, abandonadas, se encontram ainda espalhadas pelos campos do interior do país.

A campanha mundial contra tais armamentos é organizada pela Coalizão contra as Cluster Bombs, entidade que reúne 200 grupos de pacifistas em todo o mundo. De acordo com relatório da coalizão, em 2006, o número de feridos por minas terrestres no mundo inteiro caiu 16%, chegando a 5.751. Cerca de 40% dos casos ocorreram no Afeganistão e em Camboja. A Colômbia foi o país que registrou mais vítimas em 2006: 1.106, uma média de três por dia.

Por: Débora Xavier

Repórter da Agência Brasil

 

 Link para a página original


0 pessoas comentaram a notícia "Entidades protestam contra produção de bombas que lançam minas terrestres"

    Deixe o seu comentário

    Utilize se necessário <b><em><i><u><strong> em seu comentário.

    Ao comentar, você está automaticamente concordando com os critérios de uso dos comentários deste site.

     Notifique-me dos próximos comentários por e-mail...


    * Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.
    Recomende esta página   Imprimir esta página
    © 1999 - 2008 Direito2.com.br® alguns direitos reservados.
    Termos de Uso - Privacidade - Alerta - Informar Bug - Acessibilidade

    Todo o conteúdo poderá ser copiado desde que devidamente identificada a origem.
    Processada em 0.781s
    Brasil
    Aprovado - Acessibilidade Brasil
    NAC: C976D GKG2G
    Veja meus vizinhos na Internet
    Valid XHTML 1.1
    Valid CSS!
    Any Browser
    W3 Table Less
    WeZ Stats