Brasília - Por 14 votos a zero, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara aprovou o parecer do deputado José Carlos Araújo (PR-BA) pelo arquivamento do processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL).
A representação contra Olavo Calheiros foi apresentada pelo P-SOL, que queria investigar denúncias de que o parlamentar teria participado de fraudes em licitações para beneficiar a construtora Gautama e também feito tráfico de influência em favor da cervejaria Schincariol.
O relator José Carlos Araújo concluiu que a instrução do processo com depoimentos, diligências, juntada de documentos que não "há elementos que possam embasar pedido de perda de mandato do representado por quebra de decoro parlamentar".
O relator afirmou que o trabalho foi conduzido com isenção e não foi submetido a pressões e foi feito dentro da lógica dos fatos.
"Não me influenciou em nada os processos no Senado contra o irmão do deputado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Cuidei apenas das acusações contra o representado", disse.
Ao concluir seu parecer, o relator afirma: "Se Olavo Calheiros é santo, tenho certeza que não, mas nem por isso ele vai arder na fogueira da injustiça, pois a fumaça da peça inicial não se originou de brasas do comburente com que imaginavam alimentar o fogo da inquisição política".
Por: Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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