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No Senado, CPI começará com análise de documentos sobre o setor aéreo

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 17 de maio de 2007
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Brasília - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o setor aéreo no Senado Federal começará os trabalhos com a análise de documentos de investigações já em andamento na Polícia Federal (PF), no Tribunal de Contas de União (TCU), na Controladoria Geral da União (CGU) e na própria CPI da Câmara dos Deputados. 

A afirmação foi feita hoje (17) pelo relator da comissão, senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Segundo ele, por causa de uma eventual demora no envio das informações, os parlamentares devem tomar depoimentos de pessoas que porventura estejam relacionadas com a crise no setor aéreo.

Ele informou também que o roteiro de trabalho será elaborado segundo o andamento da análise dos documentos. Para ajudar na avaliação desse material, a CPI deve contar com o apoio de um procurador da República e de auditores do Senado.

De acordo com o presidente da comissão, senador Tião Viana, os trabalhos vão se ater ao foco para o qual a CPI foi criada. "Não vamos começar as investigações na Infraero e terminar no Ministério da Agricultura. Estamos centrados em fazer uma apuração o mais correta possível, sem querer achar culpados e sem querer transformar culpados em inocentes".

Os dois se reuniram hoje com autoridades da PF, TCU e CGU para solicitar o envio dos documentos relacionados às investigações. Eles também tiveram um encontro com o presidente da CPI na Câmara dos Deputados, Marcelo Castro (PMDB-PI), e o com o relator, deputado Marco Maia (PT-RS).

Apesar de uma possível troca de informações, Demóstenes admitiu a possibilidade de que possam ocorrer "divergências ocasionais" entre as investigações conduzidas pelas duas Casas. "Acho que não seria um escândalo, é uma divergência ocasional de um ponto ou outro. Pode ser que o Senado e a Câmara, pela autonomia que têm, pela diversidade da composição e até por questões políticas, venham a definir os trabalhos de forma diferente", ponderou. "Mas isso não é bom. Seria bom, uma vez que o fato é o mesmo, que concluíssemos da outra forma".

O presidente da CPI na Câmara defendeu o trabalho conjunto das duas investigações justamente pelo o foco ser o mesmo. "A disposição dos presidentes e relatores na Câmara e no Senado é trabalharmos conjuntamente para produzir um trabalho sério, objetivo e profundo".

Por: Marcos Chagas

Repórter da Agência Brasil

 

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