Brasília - Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que investiga a crise no setor aéreo brasileiro vão agora à tarde à Procuradoria-Geral da República, Controladoria-Geral da União e Polícia Federal em busca de informações. Eles também vão buscar dados para seus trabalhos na CPI da Câmara que investiga a crise aérea. A informação foi dada pelo presidente da comissão, senador Tião Viana (PT-AC).
Segundo o senador, os trabalhos deverão seguir com tranqüilidade. “A oposição tem que ser tratada com muito respeito nessa hora. Ela exerce seu papel político correto de investigar atos do poder Executivo. E nosso papel, como base do governo, é considerar muito bem isso e tratar com serenidade e entender que a CPI não deve se transformar em espetáculo”, disse.
Tião Viana defende que a CPI deve ter como conseqüência a proteção de vôo para a sociedade brasileira. “Não é possível que um cidadão brasileiro tenha insegurança ao entrar em uma aeronave ao se deslocar para algum destino. Ele precisa da proteção do Estado e esse é o papel da CPI”, observou.
O relator da comissão, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), informou que vai solicitar os documentos da auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). “O que nós vamos fazer é investigar, é investigar essas três coisas que estão aí no cabeçalho da CPI: que é o caos aéreo, as causas do acidente e a corrupção dentro da Infraero”. ressaltou.
Por: Luciana Vasconcelos
Repórter da Agência Brasil
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