Brasília - Em depoimento hoje (17) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho, disse que a situação ideal para o setor seria da duplicidade do sistema. Ou seja, o controle tanto por parte civil como militar.
Ele ponderou, no entanto, que a duplicidade do setor implicaria custos para o país. “Creio que não há prejuízo nenhum em duplicar o sistema. Mas, se o fizermos, temos de estar preparados para dobrar os gastos. Se o país tem dinheiro para gastar, isso seria a perfeição, porque, em uma situação especial, um supriria o outro. Esta é uma decisão governamental”.
O brigadeiro destacou que a transferência integral do controle aéreo para civis - hoje é feito somente por militares - seria um processo bastante demorado.
“Na minha opinião, não há como desmilitarizar apenas um setor. Por isso, creio que demoraríamos bastante, uma vez que, antes de separarmos, precisaríamos ter um outro sistema funcionando".
Questionado se a desmilitarização contribuiria para a melhoria dos serviços, Kersul Filho foi evasivo. “Como cidadão e usuário do transporte aéreo, para mim não faz diferença nenhuma se quem está controlando o vôo é militar ou civil. Eu quero é um bom serviço”, limitou-se a responder.
Por: Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
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