Brasília - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, afastou no início da tarde de hoje (17) o assessor de gabinete Ivo Almeida Costa, preso de manhã pela Operação Navalha, da Polícia Federal.
Segundo a assessoria do ministério, Costa tinha de cargo de confiança (DAS) e o setor jurídico analisa a possibilidade de ele responder a processo administrativo, o que pode resultar em demissão. A assessoria não informou há quanto tempo o funcionário trabalhava no gabinete.
A PF não divulgou as razões da prisão do funcionário. O processo corre em segredo de Justiça. Cerca de 400 policiais foram mobilizados para cumprir 43 mandados de prisão, decretados pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon.
A quadrilha desviava recursos públicos em dez estados e no Distrito Federal. O objetivo era lucrar com a execução de obras públicas, organizada e estruturada para a prática de crimes como fraudes em licitações, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
De acordo com a PF, a organização criminosa desviou recursos dos Ministérios de Minas e Energia; do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Integração Nacional; das Cidades; e do Departamento Nacional Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Nos estados, foram constatadas fraudes em Alagoas, Maranhão, Sergipe, Piauí e no DF. Na esfera municipal estavam envolvidas autoridades dos municípios de Camaçari (BA) e Sinop (MT).
O grupo era organizado em três níveis, informou a PF. No primeiro, atuavam pessoas diretamente ligadas à construtora Gautama, de Salvador. No segundo, estavam os auxiliares e intermediários, principalmente os responsáveis pelo pagamento das propinas e no último, autoridades públicas que tinham a função de remover obstáculos à atuação da organização criminosa.
Por: José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil
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