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Advogado de funcionário da Caixa preso pela PF entra com habeas corpus no STJ

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 17 de maio de 2007
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Brasília - O advogado Adelino Tucunduva Jr., responsável pela defesa do funcionário da Caixa Econômica Federal Flávio José Pin, preso pela Polícia Federal na Operação Navalha, entrou com pedido de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo ele, José Pin, que é o superintendente de Produtos de Repasses do banco, "apenas cumpre seu papel de prestar informações" a quem procura a Caixa para saber do funcionamento desse setor. “É um homem de primeira grandeza, um homem honesto”, afirmou o advogado à Agência Brasil.

Já o advogado Eurípedes Almeida Costa, que representa o assessor do Ministério do Meio Ambiente Ivo Almeida, afirmou que ele será inocentado por falta de provas. Almeida, um dos 48 que tiveram prisão decretada, já foi exonerado do cargo de confiança que ocupava, informou a assessoria do ministério. Hoje à tarde, três presos e diversos malotes chegaram à superintendência da PF em Brasília. Os nomes não foram informados.

A Operação Navalha foi deflagrada em dez estados e no Distrito Federal, mobilizando cerca de 400 policiais federais. Por determinação da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, todos os presos devem ser trazidos a Brasília. Calmon também determinou o bloqueio de contas e a indisponibilidade dos bens imóveis dos integrantes do esquema. A assessoria da PF informou que as investigações sobre a atuação do grupo começaram em novembro de 2006.

Segundo a PF, essa empresa operava uma organização criminosa infiltrada no governo federal e em governos estaduais e municipais. Os estados onde os mandados estão sendo cumpridos são Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, São Paulo, além do DF. O objetivo do grupo era lucrar com a execução de obras públicas, organizada e estruturada para a prática de crimes como fraudes em licitações, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Por: Lourenço Canuto

Repórter da Agência Brasil

 

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