Brasília - O ministro de Relações Institucionais, José Múcio, afirmou hoje (8) que aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não significa “dar mais recursos ao governo”, mas que não aprova-la é “tirar dinheiro dos programas sociais e dos hospitais”.
Ele enfatizou que o governo, ao trabalhar pela prorrogação do imposto, não está pedindo que sejam alocados mais recursos para essas áreas, e sim desejando que os programas sociais não sejam interrompidos.
“São programas que existem há muitos anos e há alguns governos”, lembrou.
Ele admitiu que há sugestões de senadores para que os recursos para a saúde sejam aumentados. “Nós temos informações de conversas inspiradas em alguns governadores, que todos se mostraram favoráveis à idéia, mas o governo não as recebeu oficialmente. Caso receba essa sugestão oficialmente, o governo se posicionará oficialmente também”.
José Múcio afirmou que a prorrogação “é muito importante para o Brasil, e imprescindível para o governo, seja qual for o presidente que esteja aqui”.
O ministro disse que não há um segundo plano, um plano B, caso a prorrogação não seja aprovada. “O que há é o plano A. Plano B é aprovar na terça-feira. Talvez um plano C é aprovar na quarta”.
Hoje pela manhã o ministro recebeu no Palácio do Planalto os senadores Edson Lobão (PMDB-MA) e Valter Pinheiro (PMDB-MS), com os quais conversou sobre o assunto.
“Foi para uma avaliação das providências, uma conversa. A situação se mantém. Ninguém vai declarar sua opção a três dias da votação”, desconversou José Múcio.
O ministro disse que há formas de aprimorar o projeto de prorrogação, e que o senador Valter Pinheiro deu algumas idéias de como fazê-lo, mas que, qualquer conversa nesse sentido, deverá ser retomada depois que a prorrogação for aprovada.
“Temos dificuldades de mexer no projeto agora, porque já foi aprovado na Câmara com uma margem razoável de votos”, considerou.
O ministro refutou a idéia que a votação da prorrogação e a eleição para a Presidência do Senado estejam sendo embaralhadas.
“Em hipótese alguma. O candidato do governo é o candidato do PMDB. Se há uma coisa definida e decidida e absolutamente certa é essa posição”, afirmou o ministro.
Além da conversa com Valter Pinheiro e Edson Lobão, o ministro manteve contatos com outros senadores e governadores. “O instrumento do político é a fala, então temos que conversar. Conversei e agora é esperar”, disse sem citar nomes.
Ele afirmou que ainda não contou se o governo já tem os 49 votos necessários à aprovação. “A contagem verdadeira será a do painel”, disse.
José Múcio afirmou que ainda há muito trabalho e muitos encontros a serem realizados neste fim de semana, e que deverá se encontrar com o presidente Lula ainda hoje.
Por: Débora Xavier
Repórter da Agência Brasil
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