Brasília - O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse hoje (7) que o governo tem consolidados 46 votos para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) – três a menos que o necessário para aprovar a proposta de emenda à Constituição sobre o tema.
Viana disse ainda que o debate sobre a prorrogação do tributo se resume a "números e esforço entre a divergência que há no governo e oposição". "Vamos aguardar. Só o último segundo da apuração do painel eletrônico poderá mostrar quem venceu a disputa", disse o senador.
Já o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), disse que dos 53 senadores que fazem parte da base aliada ao governo entre quatro e cinco não votam a favor da contribuição e que o trabalho agora é de "convencimento" desses parlamentares.
Sobre o pedido do criador da CPMF, o ex-ministro da Saúde Adib Jatene, de aumentar os repasses do tributo para a saúde, Raupp informou que o Palácio do Planalto já sinaliza que poderá estudar a proposta. O líder do PMDB disse ainda que esse gesto poderá ajudar na aprovação da CPMF no senado.
A votação da prorrogação da CPMF em primeiro turno está marcada para terça-feira (11).
Por: Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
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