Brasília - A transferência de 3,8 milhões de hectares de terras da União para o estado do Amapá significa quase uma "carta de alforria" [liberdade] para os agricultores locais. A avaliação foi feita pelo presidente da Cooperativa dos Produtores Agrícolas do Cerrado Amapaense, Gilberto Laurindo, em entrevista à Agência Brasil.
“Temos hoje as terras e não temos documentação, acesso ao crédito, nem garantia de promover investimentos com recursos próprios. A titulação das terras será um passo largo para o desenvolvimento do agronegócio do estado”, afirmou Laurindo.
Segundo o Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do estado do Amapá (Imap), em 2007, o Banco da Amazônia destinou R$ 164 milhões do Fundo Constitucional do Norte (FNO) para investimentos em agronegócio no estado, e apenas 8% foram devidamente aplicados. Por falta de produtores credenciados, o restante foi devolvido.
Por: Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
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