Brasília - As articulações políticas do governo para a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) continuarão no final de semana. A confirmação é do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.
Múcio informou inclusive que amanhã (8) trabalhará no Palácio do Planalto. “Amanhã, dou expediente normal, fazendo as avaliações e conversando com alguns companheiros. Vamos ficar quase todos aqui em Brasília, se dedicando a isso”, disse. “O Brasil precisa da CPMF, então é importante que todos se dediquem a isso.”
Em entrevista à imprensa, o ministro avaliou que a aprovação dessa matéria tornou-se difícil porque o debate foi muito politizado. “O discurso foi muito político durante a discussão da CPMF. Muitos são contra sem saber dos benefícios que o tributo trará”, destacou. “São essas pessoas que estão sendo chamadas para discussão.”
Apesar dos trabalhos de articulação, Múcio negou uma possível proposta de que o governo estudaria ampliar os repasses da CPMF para a saúde em busca de mais votos favoráveis à aprovação do imposto. “Durante o dia, vi algumas pessoas dizendo que os governadores estavam se movimentando para oferecer alternativas, mas essas alternativas não foram oferecidas”, ressaltou. “Se as alternativas forem oferecidas, aí sim, levaremos para os ministros da área para ver se tem ou não aplicabilidade.”
Múcio não quis fazer apostas com relação ao resultado da votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que prorroga a CPMF pelo Senado, prevista para terça-feira (11). “Só vamos conhecer o verdadeiro número na terça-feira. Será o painel quem vai nos responder”, afirmou. “Os nossos números são diferentes dos da oposição, mas só na terça vamos chegar à conclusão de quem está do lado do país.”
Quanto à sucessão de Renan Calheiros para a Presidência do Senado, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais voltou a negar que o Palácio do Planalto tenha preferência por qualquer candidato peemedebista. “A nossa preferência é pelo PMDB”.
O PMDB já tem quatro nomes para ocupar a vaga de Renan Calheiros (PMDB-AL), que renunciou à Presidência do Senado nesta semana. São eles: Garibaldi Alves Filho (RN), Neuto de Conto (SC), Valter Pereira (MS) e Leomar Quintanilha (TO).
Por: Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil
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