Brasília - No meio da tarde, o cenário no Hospital Regional de Ceilândia, uma das cidades satélites mais populosas do Distrito Federal, reflete alguns dos problemas do Sistema Único de Saúde (SUS): usuários submetidos a longas esperas e, na enfermaria, pacientes amontoados em macas pelos corredores. A chegada da equipe de reportagem é suficiente para que espontaneamente reclamações comecem a surgir.
“Quando chega repórter buscam profissionais para atender todo mundo. Mas quando vai embora o povo fica todo esperando no banco de novo", criticou a dona de casa Ivanilde Ribeiro, 49 anos, que com fortes dores no estômago diz ter esperado por 7 horas para ser atendida.
Luzia Rodrigues de Souza , 55 anos, está no hospital há 18 dias acompanhando o pai, internado para tratamento de uma pneumonia. Segundo ela, muitas vezes os acompanhantes ajudam as fazer serviços que caberiam a profissionais de saúde, como verificar soro e nebulização. Ela reclama também de mau cheiro e de falta de lençóis.
Por: Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
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