Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou hoje (5) que é preciso criar consciência política na sociedade brasileira pela defesa da qualidade da saúde no país.
Ele ponderou que, apesar de índices como a expectativa de vida e a mortalidade infantil terem melhorado significativamente no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a área de saúde ainda recebe a pior avaliação da população.
"Há uma percepção da sociedade de que a saúde é um problema grave, porque estava esquecida e agora voltou à agenda política”, disse, durante o lançamento do programa Mais Saúde, também chamado de PAC da Saúde.
Segundo o ministro, o programa busca enfrentar os desafios percebidos e cobrados pela população brasileira, como melhores salários para os profissionais da área, além da falta de qualidade no atendimento e do longo tempo de espera nas filas em busca de atendimento.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, presente ao evento, disse que o estado já começou a implementar propostas do programa, como a instalação de três unidades de atendimento 24 horas.
E acrescentou que sem o dinheiro da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) talvez não seja possível colocar todos os projetos em prática.
“Com que roupa nós vamos materializar o PAC da Saúde senão com recursos comprometidos com a saúde?” questionou, lembrando que em 2006 o Rio arrecadou R$ 3,6 bilhões com o imposto.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), também reforçou a importância do programa e afirmou que ele vai gerar 3,2 milhões de empregos em todo o país.
"Em um país onde a concentração de renda é brutal, é o financiamento da sociedade que vai socorrer os mais pobres. Não há causa mais nobre que a saúde do povo brasileiro”.
O Mais Saúde prevê investimentos de R$ 89 bilhões no setor até 2011. Os recursos devem ser aplicados na ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS), na conclusão de obras, na melhoria dos valores pagos a prestadores de serviço e em outras áreas ligadas à saúde pública.
Por: Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
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