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Presidente da Câmara diz a sindicalistas que vai lutar pela redução da jornada de trabalho

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 5 de dezembro de 2007
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Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), declarou apoio à proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Ele prometeu lutar pela reivindicação dos sindicalistas que participaram nesta quarta-feira (5), em Brasília, da 4º Marcha da Classe Trabalhadora.

“Assumi o compromisso de pegar os vários segmentos da sociedade e fazer debates para que a Câmara [dos Deputados] delibere. Em princípio, sou favorável [à redução da jornada], principalmente se considerarmos que esse é um mecanismo para gerar empregos”, afirmou o parlamentar.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de dez mil sindicalistas participaram da marcha.

O presidente da Câmara destacou a importância do diálogo com os movimentos sindicais. “A democracia se alimenta da participação popular. Essa marcha é bem vinda”, disse.

A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) também falou aos sindicalistas. A parlamentar mineira enfatizou a importância da união de diferentes centrais para assegurar direitos trabalhistas.

“Hoje é um dia de muita alegria. Os conjuntos das centrais compreenderam que somar forças e ir à ruas é o único caminho para arrancar os direitos que o capital e o patronato tentam negar ao trabalhadores”, afirmou.

A concentração da marcha teve início por volta das 7 horas da manhã, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, nas proximidades do Eixo Monumental de Brasília, onde se localizam os ministérios e o Congresso Nacional.

Os sindicalistas seguiram em caminhada de duas horas para o Congresso Nacional. De lá, líderes sindicais foram ao Palácio do Planalto, para um encontro com o presidente da República.

Além da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, os manifestantes também reivindicavam "mais e melhores empregos", o fortalecimento da seguridade social e a elaboração de políticas públicas para preservar os direitos dos trabalhadores.

Por: Hugo Costa

Repórter da Agência Brasil

 

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