Rio de Janeiro - Uma parceria entre a Secretaria Estadual de Segurança e o Ministério da Justiça levará ao Rio de Janeiro nova tecnologia para a investigação de crimes de lavagem de dinheiro no estado. O acordo foi assinado hoje (27), e o novo sistema deve ser implantando no primeiro semestre do ano que vem. O sistema foi desenvolvido em Brasília, e o Rio é o primeiro estado a recebê-lo. Com o sistema, será possível cruzar informações referentes a movimentações bancárias e ligações telefônicas com sistemas de banco de dados, como por exemplo, de setores jurídicos. Segundo o secretário de Segurança do estado, José Mariano Beltrame, a central, que está sob responsabilidade da Polícia Civil, vai aumentar a velocidade das investigações. “Esse laboratório é de vital importância porque ele nos permite perseguir as rotas do dinheiro, por exemplo, o trânsito de um cheque, de um depósito, e de qualquer outro tipo de movimentação financeira. Assim, a polícia tem toda a estrutura de como a circulação é feita, como ele sai do país, para onde ele vai”, afirmou Beltrame. O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, informou que o objetivo é combater a corrupção e desarticular o financiamento do crime organizado. “O sistema irá associar informações sobre a questão financeira, quebra de sigilo telefônico, quebra de sigilo fiscal... Enfim, ele comporta o recebimento de dados de qualquer dado, de qualquer órgão. O sistema processa a informação e é capaz de dar a resposta a uma pergunta técnica que a investigação esteja precisando”, explicou. Ainda segundo Tuma, com o novo sistema, o tempo de uma investigação pode diminuir de até cinco anos para dois meses. A Secretaria Estadual de Segurança informou que já está prevista a realização de duas investigações pela nova metodologia.
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