Brasília - A ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto foi assassinada hoje (27), vítima de um atentado suicida durante comício na cidade paquistanesa de Rawalpindi. Ela foi atingida por tiros, no pescoço e no peito, e morreu a caminho do hospital. O atentado deixou pelo menos mais 20 mortos.
O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse que o governo brasileiro viu com pesar e preocupação a morte de Benazir Bhutto, uma líder de oposição ao governo de Pervez Musharraf.
"Estive com o presidente [Lula] e ele está muito chocado", disse Garcia, acrescentando que a preocupação é de que a situação no Paquistão se deteriore. "É uma zona nevrálgica do mundo hoje”.
O assessor disse que conversou com o presidente e que o ministro interino das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, prepara uma nota oficial.
Marco Aurélio Garcia fez as declarações antes de embarcar para Caracas, na Venezuela, onde se juntará ao grupo de observadores que participa da missão que acompanhará o resgate de três reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), previsto para amanhã.
A operação de resgate dos reféns foi anunciada ontem pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com aval do presidente colombiano, Álvaro Uribe.
Serão libertados a assessora da ex-candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, Clara Rojas; o filho de três anos da assessora e a ex-deputada Consuelo Gonzáles. Consuelo foi seqüestrada em 2003. Clara, em 2002. Seu filho, Emmanuel, é fruto da relação com um integrante das Farc e nasceu no cativeiro.
Por: Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
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