Brasília e Buenos Aires - A ex-primeira-ministra do Paquistão e líder oposicionista Benazir Bhutto fazia campanha política quando foi assassinada hoje (27), na cidade de Rawalpindi, perto da capital Islamabad. Num comício para milhares de pessoas, ela buscava votos para as eleições legislativas de 8 de janeiro.
Duas vezes premiê do país, entre 1988 e 1996, Bhutto havia voltado ao Paquistão no dia 18 de outubro último, após oito anos de exílio. Naquele dia, um atentado suicida contra a caravana de boas-vindas matou mais de 140 pessoas, mas ela saiu ilesa.
O atentado foi atribuído na ocasião a grupos islâmicos dos quais Bhutto, de 54 anos, era inimiga declarada. Ela também mantinha enfrentamento político con o presidente do país, Pervez Musharraf.
Um portavoz da equipe de segurança de Bhutto disse que ela recebeu tiros no pescoço e no peito quando entrava em seu carro após o comício. O assassino se suicidou em seguida com uma bomba que levava junto ao corpo, matando outras 20 pessoas, segundo esta fonte, que pediu para não ser identificada, de acordo com a rede norte-americana de TV CNN.
O marido de Bhutto também disse que sua mulher morreu vítima de um disparo, mas na nuca, segundo a CNN.
Admiradores de Bhutto quebraram a porta de vidro da entrada principal da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital General de Rawalpindi, onde ela morreu. Outros choravam e batiam no peito em sinal de lamento.
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