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Atualmente não é só setor de alimentos que pressiona inflação, afirma diretor do BC

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 27 de dezembro de 2007
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Brasília - O processo inflacionário nunca começa de forma difusa, ou seja, no início se observa aumento nos preços em alguns setores, em seguida passa para outros produtos, até que se generaliza, explicou o diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita.

Segundo ele, não é somente o setor de alimentos que pressiona a inflação atualmente, mas também o segmento de serviços. “Alimentos têm sido parte dessa história, mas não é toda a história”, disse, hoje (27), ao apresentar o Relatório Trimestral de Inflação. “Serviços voltaram a se acelerar e serviços você não consegue importar”, afirmou.

Para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, o Comitê de Política Monetária (Copom) leva em consideração a trajetória de inflação. Para este e os próximos dois anos, o centro da meta de inflação é de 4,5%. No Relatório de Inflação divulgado hoje, a projeção do Banco Central é que a inflação chegue ao final de 2007 e 2008 em 4,3% e em 4,2% no fim de 2009.

De acordo com Mesquita, a expectativa de inflação é gerada por aumento da procura por produtos e serviços, com economia aquecida. “A atividade econômica no Brasil encontra-se de forma clara bastante aquecida. Isso cria um ambiente no qual certo repasse de preços torna-se mais provável. O banco central trabalha para manter a inflação em trajetória consistente com as metas. E continua trabalhando neste sentido em 2008”, disse.

O diretor disse ainda que o Brasil está menos vulnerável às crises externas. “A economia brasileira está mais resistente a choques externos. O câmbio flutuante é a principal linha de defesa dessa economia para este tipo de choque. Vamos ver o que vai acontecer com a economia mundial em 2008”. Segundo ele, nos anos 90 o Brasil sofria muito mais com problemas externos, como a crise imobiliária americana.

Por: Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil

 

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