Brasília - A regulamentação da Emenda 29, que fixa percentuais de repasse de recursos à Saúde por municípios, estados e a União, pode ser votada ainda hoje (19) no Plenário do Senado, caso o governo sinalize nesse sentido.
A garantia foi dada pelo líder do PMDB na Casa, Valdir Raupp (RO). Segundo ele, o Senado está pronto para votar a regulamentação, que foi uma das reivindicações do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante o almoço de confraternização do PMDB, ocorrido nesta quarta-feira na liderança do Senado.
No encontro, Raupp ouviu do ministro que é preciso encontrar mais recursos para atender à saúde depois da rejeição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
"O ministro fez um apelo para que se encontre uma forma. Sem a CPMF vai ser muito difícil atravessar o ano. Pode até atravessar, mas piorando ainda mais a Saúde".
Para Temporão, depois do fim do imposto, é hora de deixar a situação "decantar". "Agora é hora de seguir o samba carioca que diz o seguinte: levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima", disse ao sair do almoço.
Segundo ele, o governo ainda analisa o impacto da perda de cerca de R$ 40 bilhões por ano que o governo terá com o fim da CPMF.
"Temos de repensar a questão do orçamento. A Saúde terá que ter uma solução estrutural no ano que vem", disse. "Vamos precisar de mais recursos e melhorar a gestão. Mas ainda é muito cedo para a gente poder ter clareza do cenário e das medidas que terão de ser tomadas".
Na aprovação da regulamentação da Emenda 29 pela Câmara, o governo cedeu e concordou em aumentar os recursos para Saúde. Serão mais R$ 24 bilhões nos próximos quatro anos: R$ 4 bilhões em 2008; R$ 5 bilhões em 2009; R$ 6 bilhões em 2010; e R$ 9 bilhões em 2011.
Por: Iolando Lourenço e Priscilla Mazenotti
Repórteres da Agência Brasil
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