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Cadastro ajudará contratação de aprendizes, diz coordenadora do Ministério do Trabalho

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 17 de dezembro de 2007
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Brasília - O Cadastro Nacional de Aprendizagem vai ajudar as empresas a contratar aprendizes e a saber o melhor curso para matricular cada um. A avaliação é da coordenadora substituta de Preparação e Intermediação da Mão de Obra Juvenil, Joaquina Araújo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A Lei do Aprendiz obriga firmas de médio e grande portes a contratar no mínimo 5% e no máximo 15% dos trabalhadores nessa condição, que permite formação profissional.

O cadastro, lançado na última sexta-feira (14), reunirá as diretrizes técnicas do Ministério do Trabalho e a programação das entidades que trabalham com esse tipo de qualificação.

“Sejam elas do sistema nacional de aprendizagem – como Senac, Senai, Senar e Senat – e as escolas técnicas que desenvolvem a aprendizagem, sejam as entidades sem fins lucrativas registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente”, diz Araújo.

“Vamos disponibilizar o cadastro do MTE de jovens, porque na aprendizagem o empregador poderá até contratar o próprio filho. Caso não tenha onde buscar o jovem, poderá buscar no cadastro”, afirma.

Segundo o Ministério do Trabalho, para incluir sua agenda de cursos no cadastro nacional as instituições deverão fornecer informações sobre o respectivo programa, como público, objetivos, conteúdo e mecanismos de avaliação. A Secretaria de Política e Emprego do ministério avaliará esses cursos, e a instituições terão 120 dias para se ajustar às novas regras.

O Centro Espírita Fraternidade Jerônimo Candinho, em Sobradinho (DF), é responsável por iniciativas como alfabetização de jovens e adultos, geração de trabalho e renda em comunidades de baixa renda. Para o coordenador do programa de capacitação para jovens aprendizes, Gerson de Jesus Martins, o cadastro pode favorecer pessoas que não têm acesso ainda a esse tipo de qualificação.

Ele avalia que, mesmo assim, ainda haverá uma seleção. “A empresa não vai querer contratar qualquer pessoa para trabalhar na sua empresa, vai contratar um aprendiz que se encaixa no seu perfil”, diz. “Com ou sem cadastro vai continuar esse processo de seleção, muitas pessoas vão ter mais acesso a essa realidade da aprendizagem, mas a seleção nas empresas vai continuar acontecendo.”

O cadastro está disponível na página do ministério.

 

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