Brasília - O Sistema Único de Assistência Social (Suas) diminui o assistencialismo nas políticas sociais ao integrar as ações da União, dos estados e dos municípios para a área. A avaliação é do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.
"Com o Suas, estamos superando definitivamente no Brasil a fase do clientelismo, do quem indica, porque estamos colocando a questão dos pobres no campo dos direitos, das políticas públicas de estado”, afirmou o ministro na 6ª Conferência Nacional de Assistência Social, que ocorre até segunda-feira (17) em Brasília.
O evento reúne mais de 2 mil pessoas, entre gestores, técnicos e representantes da sociedade civil de todo o país. Os participantes fazem uma análise dos primeiros anos de funcionamento do Sistema Único da Assistência Social (Suas) e propõem ajustes ao processo.
Segundo o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, o Suas, que está em funcionamento desde 2005, é um sistema de políticas públicas integradas na área da assistência social, que exige um trabalho conjunto da União, dos estados e municípios. Isso, de acordo com Patrus, evita assistencialismo nas políticas sociais.
Ele citou como um dos destaques do Suas os Centros de Referência da Assistência Social (CRAs), que são espaços de acolhimentos criados em comunidades pobres. Neles, são desenvolvidas políticas de acolhimento das famílias e cursos de capacitação. “Os CRAs são a porta de entrada para o Sistema Único da Assistência Social”, definiu Patrus.
Para o presidente do Conselho Nacional de Assistência Social, Silvio Iung, o Suas promoveu uma reorganização na assistência social do país. Ele lembra que o sistema ainda está em fase de aperfeiçoamento e que sua conclusão depende principalmente da disseminação dos CRAs em todo o país. Segundo ele, hoje já existem 4 mil centros no Brasil.
Iung, no entanto, apontou pendências no Suas, como a definição das competências financeiras de cada ente da federação nas políticas de assistência social. “Estamos num processo de tensionamento de gestão”, disse ele.
O presidente explica que o modelo do sistema está concluído, falta a sua implementação por completo. “É mais ou menos o que acontece no SUS [Sistema Único de Saúde], que entrou em vigor em 1993, e continua em implementação até hoje”, exemplificou.
Por: Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
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